28.9.11

Das marés



Onde debruça o peito,tece as lágrima que a saudade deixa.
E lá vai ele, em busca do mar.
Não olha nas costas o que deixa,
senão, não irá.
Até que o barco suma no horizonte amarelo,
os cotovelos cravados na janela repousam.
Fim de tarde..
Se foi.
A casa pequena é abrigo do vazio,do medo e da fé.
Quantos dias há de vir até a volta?
Qual maré irá trazê-lo de volta,
de frente.....
olhando...
querendo...
Esperar,ainda é o único infortúnio que torna as noites longas.
Mar...grande mar.
que carrega a vida da minha vida!


Sandra

Sussuros

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